O governador Geraldo Alckmin assinou, nesta segunda-feira (9), contrato para elaboração do projeto de restauro e conservação do Obelisco do Ibirapuera, como é conhecido o Monumento do Mausoléu ao Soldado Constitucionalista de 1932, que fica na zona sul de São Paulo. A expectativa é de que as obras tenham início no primeiro semestre do ano que vem e sejam concluídas em seis meses. O local está fechado há mais de dez anos aguardando reforma.
O projeto, orçado em R$ 286 mil, será desenvolvido pelo escritório Helena Ayoub Silva e Arquitetos Associados. De acordo com o governo, ele contemplará melhorias em diversas áreas, como segurança, paisagismo e acessibilidade.
Como o monumento é tombado pelos conselhos estadual e municipal do Patrimônio Histórico, as alterações arquitetônicas deverão seguir orientações das cartas de restauro e indicações dos órgãos. O governador salientou a necessidade de autorização.
— Esse Obelisco é tombado, nós precisamos ter a autorização do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), mas será feita mas do que a reforma, é o restauro.
Esta será a primeira grande reforma dessa obra, projetada pelo escultor ítalo-brasileiro Galileo Ugo Emendabili e inaugurada em julho de 1955.
O mausoléu
A revolução foi um movimento militar liderado pelo Estado de São Paulo contra o governo do presidente Getúlio Vargas. No mausoléu, estão os restos mortais de mais de 800 combatentes. Todos os anos, durante as comemorações do movimento constitucionalista, novas urnas com as cinzas de outros soldados são depositadas no local.
Só em três datas do ano o monumento fica aberto: 9 de julho (dia da revolução), 23 de maio (dia de homenagem aos primeiros mortos) e 2 de outubro (fim da revolução).
A Polícia Militar do Estado de São Paulo é responsável pela gestão e manutenção do Obelisco do Ibirapuera desde 2006, quando foi firmado um convênio entre Estado, Prefeitura e a Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, que administravam o monumento. O governo afirma que, desde então, foram realizadas diversas ações para a conservação desse patrimônio histórico, que implicaram em investimentos de mais de R$ 1 milhão.
Fonte: R7


