Bienal do Parque do Ibirapuera abre neste sábado com promessa de nova polêmica com artistas argentinos

Depois da decisão judicial que determinou que a obra do argentino Roberto Jacoby fosse coberta, neste sábado (25), o pavilhão do Ibirapuera abre suas portas para o público visitar a Bienal das Artes de São Paulo. A instalação “El Alma Nunca Piensa Sin Imagen”, de Jacoby, que reproduzia uma campanha política com assistentes do artista apoiando a candidata Dilma Rousseff (PT), não estará acessível aos visitantes. Os convidados argentinos do artista, que realizariam atividades pré-agendadas, divulgaram que continuarão com a programação normal em e-mail enviado para a imprensa:

“Comunicamos que, apesar da censura, continuamos com nossas atividades planejadas para o mesmo espaço. O mural com imagens de Dilma e Serra foi coberto e levaram os vídeos e papeis impressos que continham os nomes dos candidatos e menções ao PT. Mas convidados a todos para participar das oficinas, palestras e jornadas de trabalho que estaremos promovendo no local, com entrada gratuita”

No sábado, às 14h, Alejandro Ros coordena a Oficina de Desenho Gráfico Entrepierna e há também a Oficina Sala preta, para crianças. Daniel Joglar faz show de magia às 15h e, às 16h, Ana Longoni, André Mesquita, Cristina Ribas e Gavin Adams ministram a palestra “O que faz um espaço de campanha eleitoral em uma Bienal de arte contemporânea”. Domingo, o Teatro de Títeres apresenta a peça “El propietario”, de Tomás Espina.

À parte da questão argentina, peças de teatro, dança, performances e muitas outras obras poderão ser vistas ate 12 de dezembro nesta 29ª edição do evento. A partir das 10h, qualquer um pode entrar no pavilhão Ibirapuera para curtir a programação da Bienal. As três primeiras performances acontecem simultaneamente, às 11h: “Divisor”, recriação de uma performance de Lygia Pape, na Marquise; “Fogueira de gelo”, de Paulo Bruscky, em frente à entrada da exposição; o Balé da Cidade de São Paulo e Quarteto de Cordas apresenta uma versão da obra recente “Crônicas do Tempo”, montada concebida para o Terreiro de Performances.





Ainda no sábado, filmes como “Surname Viet”, “Rouch in Reverse” e “Margem” serão exibidos a partir das 15h. Haverá performance também de Sue Tompkins, às 18h, e bate papo com o artista mexicano Antonio Macotela, ás 14h, e com o pioneiro da arte conceitual Joseph Kosut, ás 16h.

No domingo, a programação começa às 13h, com o debate entre Jean Plantu e Chico Caruso sobre “Cartoons Políticos – Humor e Política”. Às 15h, haverá exibição de filmes (“Thinking in Loop”, “Une visite au Louvre” e “Out of the Present”) e a esperada participação do Teatro Oficina (de José Celso Martinez) apresentando de “Bailado do Deus Morto”, peça de Flávio de Carvalho, de 1933. Às 17h30, o português Pedro Barateiro faz uma leitura performática desenvolvida para a Bienal.

Em “Bailado do Deus Morto”, cinquenta artistas dirigidos por José Celso Martinez Corrêa vão interagir com as obras e com o público da Bienal, numa performance intitulada “Experiência Flávio de Carvalho nº 6”. Trata-se de uma versão do texto de Flávio de Carvalho, e contará com atores do Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, dançarinos do Bando Cavallaria (dirigido por Lu Brites) e aprendizes oriundos das oficinas do Movimento Bixigão, promovidas pelo Teatro Oficina.

Fonte: O Globo

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