No Dia da Criança, o público do Parque Ibirapuera poderá prestigiar gratuitamente o espetáculo circense

Até o dia 30 de novembro, vinte parques da capital e grande São Paulo recebem o espetáculo “Água”, do Clã – Estúdio das Artes Cômicas. No próximo, o público presente no Parque Ibirapuera poderá conferir, gratuitamente, um espetáculo lúdico que diverte e conscientiza toda a família.
Dirigido por Cida Almeida, o espetáculo traz à cena seis palhaços que acabam “entrando pelo cano” ao desperdiçar a água.

Deparando-se com seu desaparecimento, esses personagens atrapalhados partem em uma fantástica jornada e passam pelas mais incríveis aventuras marinhas e ribeirinhas, em busca de tão valioso líquido incolor, inodoro e insípido.

“A questão da água nos serve como um fio condutor, um incremento ao recurso dialógico que permitiu colagens peculiares de números e cenas. Pretende-se aqui tratar o tema não de forma enfadonha e moralista, mas como um elemento que percorre toda a fábula.”, diz Cida Almeida.

O espetáculo “Água” nasceu em 2011, como parte das comemorações aos 10 anos do Clã – Estúdio das Artes Cômicas. Criou-se uma obra de linguagem híbrida com circo, a máscara do clown, o teatro e a pantomima. A história é contada em quadros que abordam a problemática da água sob diversos pontos de vista: desde questões relativas à responsabilidade sócio-ambiental, até as metáforas usadas popularmente com a palavra água, seu significado simbólico, seu poder enquanto agente da natureza e sua importância na vida de todos os seres. A peça procura, de maneira inusitada, tratar de questões que povoam o imaginário coletivo a respeito da água. “Até pra fazer lágrimas precisa de água!”, diz um palhaço em uma das cenas da peça, ao notar que não consegue mais chorar, pois a água acabou! O não didatismo do espetáculo fica por conta da lógica absurda desse personagem clássico do circo, que responde ao mundo com a sua fértil imaginação.



Toda a peça acontece em um picadeiro-piscina inflável, e cada quadro é apresentado valendo-se de elementos cênicos próprios, representando situações onde encontramos água em diferentes estados.

Os adereços manipulados pelos palhaços ganham vida, estabelecendo relações diversas e criando situações cômicas variadas. A concepção sonora do espetáculo contempla clássicos do circo, do cinema e da música erudita. A trilha muitas vezes é o elemento norteador dos quadros onde a encenação é calcada por seu ritmo, melodia e andamento e em outras se apresenta como sutil acompanhamento da cena. Algumas músicas e efeitos sonoros são executados pelos palhaços utilizando instrumentos musicais inusitados.

Importante ressaltar que esta turnê por vinte parques se realiza através do patrocínio da Air Liquide, empresa com visão de sustentabilidade e comprometida com os aspectos ecológicos de nosso país, e com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, Secretaria de Cultura – Programa de Ação Cultural.



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