Perícia pode provar que disparo que matou rapaz em Moema foi acidental, diz delegada

A polícia faz buscas para localizar o manobrista suspeito de ter assassinado o adolescente Fabrício Gonçalves de Oliveira, de 15 anos, na tarde de terça-feira (10), em um estacionamento na Praça Nossa Senhora Aparecida, na esquina com a Avenida Ibirapuera, em Moema. Ele pode ser indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) se perícia mostrar que o disparo foi acidental.

“A perícia é de extrema importância, pois ela tem como constatar os indícios de um disparo acidental. Porém, ainda é cedo para dizer alguma coisa porque a ela ainda não foi realizada”, afirmou na manhã desta quarta-feira (11) a delegada Maria Cristina Vieira de Andrade, do 27º Distrito Policial do Campo Belo.

“Por enquanto, ele (o manobrista) é averiguado e não indiciado”, completou. De acordo com a delegada, ele ainda não é considerado foragido, pois não se passaram 24 horas do incidente.





O fato de ter dado socorro à vítima dá indícios de que o manobrista não tinha intenção de matar. “Ele teve a boa vontade de socorrê-lo”, observou. Porém, estar com arma de fogo pode complicar a situação dele caso não tenha o porte de arma. “É preciso ver se ele tinha autorização para posse e se tinha registro para porte de arma”, disse a delegada.

O suspeito é um rapaz de 23 anos. O avô do adolescente trabalhava em um lava-rápido que funciona dentro do estacionamento. Na terça-feira, Fabrício visitava o local pela segunda vez e o manobrista levou uma velha garrucha de dois canos para mostrar aos colegas de trabalho. A arma teria disparado acidentalmente.

A garrucha foi encontrada, enrolada em um saco plástico, durante uma varredura feita pelos policiais no primeiro subsolo do estacionamento ainda na terça-feira.

Fonte: G1





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