Polícia pede prisão temporária de suspeito de matar ex em pet shop de Moema

A polícia pediu a prisão temporária do tratador de cavalos suspeito de matar a ex-mulher, Ivete Faria Tenório, a facadas na última sexta-feira (8), dentro de um pet shop onde ela trabalhava, localizado na região de Moema, Zona Sul de São Paulo. A delegada Eliane de Toledo, do 27º DP, no Campo Belo, disse que o suspeito confessou a autoria.

“O suspeito confessou tudo. Ele suspeitava que ela tivesse uma outra pessoa”, afirmou a delegada.

A filha da vítima e do suspeito, a operadora de telemarketing, Letícia Tenório, de 22 anos, contou à reportagem que a mãe deixou a casa onde moravam em maio, mas o pai não se conformava com a separação. “Ele tinha ciúmes de todo mundo [que chegasse perto da minha mãe]. Graças a Deus ele foi preso. Estava todo mundo com medo de ele voltar a atacar mais alguém”, disse.

Por volta das 11h30 desta quinta, policiais militares abordaram o suspeito na Rua Demóstenes, onde se encontra o 27º DP. “Ele estava meio nervoso”, disse Antônio Gonçalves Filho, que fez a abordagem. Ele estava na companhia da mãe e da irmã, com quem não se encontrava desde o dia do crime. Ao presenciar a chegada da polícia, a mãe do suspeito passou mal e foi socorrida pelos PMs.

O tratador de cavalos estava com uma faca de cozinha, aparentemente nova. De acordo com a polícia, não se trata do instrumento utilizado para atacar Ivete. Letícia Tenório contou que uma faca de cabo branco sumiu da sua casa e uma vizinha viu o suspeito amolando-a na véspera do assassinato.





Relacionamento conturbado

A filha do casal contou que o relacionamento do casal era conturbado e que o pai chegou a agredir a mãe várias vezes. A reportagem teve acesso à cópia de um boletim de ocorrência de violência doméstica que Ivete registrou contra o suspeito na Delegacia da Mulher em Santo Amaro. O BO estava com Ivete no momento do crime.

Nesta quinta-feira, Daiane Tenório, sobrinha que trabalhava com Ivete no pet shop, afirmou que testemunhas viram o ex-marido da tia rondar as proximidades da loja desde as 7h de sexta-feira (8). “Eu fui a padaria e quando voltei tudo já tinha acontecido”, disse.

Defesa

O advogado Élio dos Santos Mendonça disse que o seu cliente planejava se entregar nesta manhã. “Ele estava transtornado com o que aconteceu. Eu o orientei a vir ao departamento de polícia e contar a história como realmente aconteceu”, declarou. “Eu não o deixei na porta da delegacia para ver o inquérito. Eu não tinha o visto ainda. Queria conversar com o delegado [antes dele se entregar]”, disse.

A mãe do suspeito também disse ter aconselhado o filho a se entregar.

De acordo com a polícia, há imagens de uma empresa localizada na mesma rua onde funcionava o pet shop, que mostram o o suspeito deixando o local do crime.

Fonte: G1





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