Público paulista aplaude Aberto do Brasil no Ginásio do Ibirapuera, mas organização admite falha de planejamento

Tênis de alto nível, torcida animada, trânsito e longas filas. Esse pode ser o resumo da última semana no Ginásio do Ibirapuera, onde foi realizado o Aberto do Brasil, pela primeira vez em São Paulo.

O principal torneio do país deixou a Costa do Sauípe (BA), sua casa nos últimos 11 anos, e se mudou para a capital paulista. O evento foi um sucesso absoluto de público, mas absorveu rapidamente os problemas da metrópole. Quem foi de carro e enfrentou a fila por ingressos, sofreu na maioria dos dias.

Ávido há anos por uma competição de tênis de primeira linha, o público paulista aprovou amplamente a disputa do Aberto do Brasil na cidade, apesar dos problemas estruturais. A média de público ficou acima de 5.000, e fez o gerente geral do torneio, Luiz Carvalho, comemorar.

– Nossa avaliação foi que o resultado ficou muito acima das nossas expectativas. Ter 6.500 pessoas em uma quarta-feira foi realmente um número muito superior do que estávamos esperando.

Apesar do êxito, problemas não faltaram. A maior reclamação do público que a reportagem conversou foram as longas filas para comprar ou retirar ingressos. Na quarta (15) e na quinta-feira (16), a média de espera era de aproximadamente uma hora, como afirma o empresário André Silveira, que levou o filho para assistir à partida do espanhol Fernando Verdasco.

– Cheguei meia hora antes e vi que a fila estava imensa. O jeito foi encarar a fila e mudar os planos para ver os jogos da noite.

Luiz Carvalho se desculpou com os fãs de tênis e afirmou que a organização subestimou o interesse do público para as primeiras rodadas. Segundo ele, isso será solucionado.

– Admitimos que não esperávamos tantas pessoas. A responsabilidade disso é entre nós e a empresa parceira que administra os ingressos. Na quarta, por exemplo, começou a chegar muita gente para comprar e não conseguimos ter mais janelas para atendimento. Isso gerou filas, e é algo que vamos corrigir para os próximos anos.

Outro ponto de reclamação foi o trânsito na frente do ginásio e a falta de lugares para estacionar carros. O limitado estacionamento oficial cobrou R$ 30, e em poucas horas ficava lotado. As opções mais próximas do evento não custavam menos de R$ 40. A estudante Milena Rios teve seu carro multado pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).





– Eu e minhas amigas resolvemos parar na rua, porque o jogo já ia começar e os estacionamentos não tinham mais lugar. Adorei o torneio, mas faltou essa estrutura.

A CET registrou maior lentidão nas ruas próximas ao Ginásio do Ibirapuera entre terça (14) e sexta-feira (17). Para Luiz Carvalho, isso é explicado pelo tipo de público que compareceu ao Aberto.

– Acredito que o público de tênis acaba tendo um poder aquisitivo mais alto e procura vir com o seu carro. Subestimamos também esse problema de estacionamento, e já está anotado para o ano que vem. Aprendemos muito nesta semana.

O Ginásio do Ibirapuera acolheu bem as milhares de pessoas que passaram pelo torneio, mas está longe da perfeição. Há áreas do complexo ainda em reformas, e a estrutura não está completamente impermeabilizada. A forte chuva que caiu na cidade no dia 10, dois dias antes do início da competição, evidenciou goteiras e um sério problema de infiltração de água perto da quadra e da mesa de controle de som e vídeo.

Mesmo assim, a alta adesão do público, o feedback positivo dos tenistas e a satisfação dos patrocinadores é mais do que suficiente para Luiz Carvalho apostar em muitos anos do ATP em São Paulo.

– Para nós, foi um grande sucesso. As secretarias de esporte do Governo do Estado e da Prefeitura possibilitaram realizarmos o torneio aqui, e se o interesse deles continuar, temos toda a intenção de continuar no Ginásio do Ibirapuera por muito tempo.

Fonte: R7

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