Bienal do Parque do Ibirapuera termina domingo com público previsto de 530 mil

A 29ª Bienal do Parque do Ibirapuera, que termina neste domingo, poderia receber os apelidos de “Bienal dos Urubus” ou de “Bienal da Retomada”. Pouco depois da abertura da exposição, em setembro, a retirada das três aves que compunham a instalação Bandeira Branca, de Nuno Ramos – e outras polêmicas -, causaram incômodo, revolta, desgaste. Mas, ao mesmo tempo, esta edição do evento marcou o projeto de uma gestão que primou pelo trabalho de dar fim às crises financeira e de prestígio da Fundação Bienal de São Paulo depois de uma história recente, de uma década, de problemas envolvendo a instituição. Afinal, a Bienal está com suas contas em dia.

“Quando entrei, peguei um déficit em torno de R$ 4 milhões”, diz o atual diretor presidente da Bienal, o empresário Heitor Martins. Em entrevista, Heitor Martins, que assumiu a direção da instituição em maio de 2009, calcula que até domingo a 29ª Bienal feche sua temporada com a visita de aproximadamente 530 mil pessoas desde 25 de setembro. O número – que inclui cerca de 301 mil visitantes computados nas ações educativas – é quase a metade da expectativa dos realizadores da mostra, a marca de 1 milhão de visitantes. “Era uma ambição, não uma meta”, diz Martins. “Queríamos uma mostra voltada para o público e se pensarmos que a última Bienal (de 2008, a apelidada “Bienal do Vazio”) teve 180 mil visitantes, multiplicamos agora por três. É um numero impressionante, o dobro do público de Veneza (da mostra realizada há mais de um século na cidade italiana)”, continua o empresário, que colocou sua diretoria à disposição da entidade para mais uma gestão.





Para 2011, entre suas metas futuras estão a segunda etapa de reformado prédio da Bienal, tombado – o projeto de climatização ainda depende de autorização dos órgãos de defesa do patrimônio histórico – e realização de mostra para marcar os 60 anos da instituição, a ser feita em parceria com museu de Oslo.

A 29ª Bienal, com curadoria-geral de Moacir dos Anjos e Agnaldo Farias e concebida com a participação de curadores estrangeiros convidados (a venezuelana Rina Carvajal, o sul-africano Sarat Maharaj; o angolano Fernando Alvim, a japonesa Yuko Hasegawa e a espanhola Chus Martinez), reúne mais de 850 obras de 159 artistas nacionais e estrangeiros. Seu orçamento inicial era de R$ 30 milhões, mas, como conta Martins, a edição acabou sendo feita com R$ 23,5 milhões – incluindo R$ 6 milhões para o programa educativo, coordenado por Stela Barbieri.

Ainda está previsto um programa de itinerância de núcleos da mostra, em 2011, pelo País, começando, já em janeiro, por Belo Horizonte e seguindo por Rio, Salvador e municípios de São Paulo.

29ª Bienal de Artes – Pavilhão da Bienal (Avenida Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, Parque do Ibirapuera). Tel. (011) 5576-7600. Das 9h às 18h (5ª e 6ª, até as 21h). Grátis. Até domingo.

Fonte: Agência Estado





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