Monumento às Bandeiras
A obra só começaria a sair do papel em 1936. Até 1953 - quando foi finalmente inaugurada - a finalização do monumento esteve sujeita a situações peculiares das administrações que se sucederam no perÃodo. Armando Salles de Oliveira foi o primeiro a tomar providências para a produção da peça, reservando 2.900 contos de réis para a construção. No entanto, uma semana depois de assinar o contrato com o artista, o polÃtico deixou o governo para candidatar-se à presidência da república. A partir de 1939, as obras praticamente pararam. Em 1945, o Estado fez um acordo com o então prefeito Prestes Maia: ele assumiria a responsabilidade pela construção em troca de alguns terrenos do governo.
Finalmente, em 25 de janeiro de 1953 - durante as comemorações do 399º aniversário da cidade -, a obra foi inaugurada. Com 12 metros de altura, 50 de extensão e 15 de largura, o Monumento à s Bandeiras representa uma expedição bandeirante subindo um plano, com dois homens a cavalo. Uma das imagens representa o chefe português e a outra, o guia Ãndio. Atrás deles, há um grupo formado por Ãndios, negros, portugueses e mamelucos, que puxa a canoa das monções, usada pelos bandeirantes nas expedições pelos rios. As raças podem ser identificadas por detalhes nas estátuas: os portugueses apresentam barbas; as figuras nuas, com uma cruz ao pescoço são os Ãndios catequizados. A obra foi instalada no sentido de entrada dos bandeirantes pelo interior, no eixo sudeste-noroeste. Na frente do Monumento à s Bandeiras, um mapa de Afonso Taunay, esculpido no granito, mostra o roteiro das expedições com os nomes de alguns bandeirantes famosos, entre eles Fernão Dias, Anhangüera, Borba Gato e Raposo Tavares. Versos dos poetas Guilherme de Almeida e Cassiano Ricardo lembram as bandeiras em placas nas laterais da escultura.
Monumento às Bandeiras
Fonte: http://www.sampa.art.br/historia/monumentoasbandeiras/ |
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