Pavilhão das Culturas Brasileiras em Moema
O prédio fica bem próximo ao Museu Afro, outra instituição que tem destacado foco na arte popular. Assim, o parque passa a ser um dos principais polos de cultura da cidade, já que o MAM-SP, o Pavilhão da Bienal, a Oca e, ainda neste ano, o MAC-USP, dividem o tradicional parque. Tendo a exibição de 1.600 trabalhos, “Puras Misturas” já começa com um tipo de instalação interativa pouco comum: dezenas de bancos de diferentes origens, dos indígenas, que imitam formas de animais, como macacos e cutias, a objetos assinados por designers como Sergio Rodrigues e Claudia Moreira Salles. Ainda nesse espaço térreo, uma linha do tempo conta, em painéis e com a exibição de documentos, livros e objetos, a história da valorização do folclore, da arte popular e da indígena na cultura brasileira. No fundo do andar, em uma parede, grandes prateleiras expõem trabalhos variados da coleção Rossini, como tambores utilizados em festas populares das regiões Norte e Nordeste, utensílios que aproveitam latas de óleo descartadas e brinquedos tradicionais em madeira e pano. Peças indígenas, algumas pertencentes a coleção do indigenista Orlando Villas-Bôas, também são vistas no módulo, que teve como curadora adjunta Cristiana Barreto, especializada na temática indígena. O prédio, projetado por Oscar Niemeyer dentro do conjunto do Ibirapuera, terá por enquando apenas o térreo e o subsolo utilizados. De acordo com o arquiteto Pedro Mendes da Rocha, a reforma e a adequação ao novo museu está orçada em cerca de R$ 23 milhões e não devem ser entregues antes do final de 2011. "O projeto inclui auditório, elevadores, biblioteca e reserva técnica. Além disso, alterações mais urgentes terão de ser feitas, como a troca do telhado e a instalação das novas estruturas elétricas e hidráulicas", conta ele, que também assina a museografia da exposição inaugural do museu.
Pavilhão das Culturas Brasileiras
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