Histórias de Moradores de Moema

Esta página em parceria com o Museu da Pessoa é dedicada a compartilhar histórias e depoimentos dos Moradores de Moema.


História do Morador: Nelson de Souza Lima
Local: São Paulo
Publicado em: 29/08/2011






Pedalando por São Paulo

Sinopse:

Nelson conta sobre a experiência de pedalar nas ruas do centro antigo da cidade de São Paulo num domingo de Dia dos Pais.

História:

No domingo, 14 de agosto, tive uma experiência muito agradável. E não estou falando só do fato de ter sido Dia dos Pais, uma vez que eu, na condição de progenitor e filho, me sinto uma pessoa abençoada. Foi um dia especial para mim, pois tive o privilégio de participar de um passeio ciclístico pelas ruas do Centro Velho da capital.

Como sempre, tudo começou enquanto ouvia as notícias no rádio. Num intervalo foi feito um anúncio da Brazil Sports Show, a maior feira esportiva do país. Este evento rolou entre os dias 11 e 14 de agosto no Ibirapuera e trazia as novidades do mundo dos esportes, além de muitas atividades para o público. Entre os eventos promovidos pela feira estava o Circuito Pedalar 2011, um grande encontro de amantes das magrelas e que percorreriam 10 km pelas ruas do centro de São Paulo. Óbvio que não perdi tempo. Entrei no site e fiz minha inscrição mais que depressa.

O problema é que estou sem bike. Encontrei a solução com meu irmão mais novo: atleta, preparador físico e dono de uma bicicleta sensacional. Liguei para ele falei do que se tratava e pronto o problema estava resolvido. Quando falei para minha esposa Marisa e filha Letícia, naturalmente, que esperava uma repreensão. Não queriam que eu fosse, pois temiam acontecer alguma coisa comigo, já que o trânsito de São Paulo é caótico e o ciclista é sempre quem leva a pior. Mas eu as tranqüilizei dizendo que as ruas seriam fechadas para os carros e teríamos acompanhamento e orientação dos marronzinhos e que a segurança seria total.

Bom, bicicleta emprestada, minhas meninas mais calmas, agora era só esperar o dia de retirar o kit de participação. Na sexta-feira fui retirar o kit lá mesmo na Bienal do Ibirapuera, onde rolava a Brazil Sports Show. O kit também dava direito a conhecer a feira e ver as novidades. Coisas sensacionais como tênis apropriados para corridas, uma exposição de bicicletas desde os primórdios até as mais avançadas, equipamento de mergulho, test drive de camionetes Off Road e espaços interativos.

Fiquei de queixo caído quando vi uma magrela que custava R$ 35 mil. Brinquei muito no pebolim, pois é um jogo que adoro. Muito bem agora era esperar pelo passeio no domingo. E chegou o dia. Acordei super cedo, peguei todo o equipamento: capacete, bicicleta, um Gatorade, óculos, relógio, coloquei um tênis confortável e me pus a caminho. Poderia ter ido pedalando até o centro, mas como tinha receio de chegar atrasado, fui de metrô. Já no caminho encontrei outros ciclistas que também iriam participar. Vagões do metrô cheios de bikes. Sensacional, esta é minha turma.

A largada seria no Vale do Anhangabaú e imaginem um mar de ciclistas se preparando. O Vale virou um grande point de bikes. E pessoas de todas as idades. Famílias inteiras e equipes de ciclistas. Muita gente mesmo. Mas isso é que foi legal. Pois estávamos todos ali para engrossar o filão dos que querem uma cidade menos poluída e com um trânsito mais humano. Tirei muitas fotos da galera e pedi para uns amigos que fiz na hora para fazer fotos minhas. No palco montado no meio do Anhangabaú um apresentador incentivava a galera com gritos de entusiasmo e anunciou um preparador físico para aquecer a massa. Foi hilário, pois tinha muita gente fora do ritmo, inclusive eu, mas o que vale é a animação. Aquecimento feito vamos a largada.

Saímos às 8 horas em ponto e seguimos pela Líbero Badaró, cruzamos a Praça Patriarca e entramos no Largo São Francisco. Seguimos até a Sé, passamos ao lado da Catedral e entramos na João Mendes. Em seguida entramos à esquerda na Anita Garibaldi e paramos para agrupar a massa. Mas como tem sempre alguma coisa que acontece comigo meu pedal esquerdo caiu e tive que parar. Droga. Será que é fim de passeio? A galera prosseguiu e alguns pararam para perguntar o que tinha acontecido. Falaram-me para voltar à concentração, pois havia uma equipe técnica de apoio e manutenção. Foi o que fiz, não iria desistir tão fácil. Chegando ao Vale mostrei o pedal caído e me indicaram a equipe de apoio. Os caras foram muita gente boa, mas me falaram que a rosca do pedal estava espanada e não daria aperto. Para não perder o resto do passeio fizeram uma gambiarra que deu para pedalar. Perguntei para uma moça da organização onde estavam os ciclistas que me falou que já deveriam estar na Ipiranga. Subi correndo até a 24 de maio e pedalei como louco. Lá na frente avistei a galera. Juntei-me a eles e aí foi curtir o final do passeio.

Contornamos a Praça da República, entramos na São Luiz, à esquerda na Xavier de Toledo, ao lado do Teatro Municipal para retornar ao Vale. No final do passeio, ganhamos medalhas de participação, água para hidratar e concorremos á mochilas de uma famosa marca de bicicletas. Não ganhei nenhuma, mas o que importa foi o passeio memorável. Acho que dei uma pequena parcela de contribuição visando um ar menos poluído e a conscientização de que bikes e carros podem conviver pacificamente. Agora mal posso esperar por outro passeio, pois fiquei viciado nas pedaladas. Na próxima vez vou levar a família e não adianta discutir. (História enviada em agosto de 2011).

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